3 de jul de 2013

Amar e (re) recomeçar


É fato que um dia, você vai se apaixonar perdidamente...
Sim, você não vai resistir aquele belo sorriso, aquele abraço feito sob medida pra você e aquelas palavras de ternura, mesmo que venham de alguém nada romântico.
É fato também, que a pessoa mais especial da sua vida (naquele momento), vai te desapontar. Vai te fazer perder os cabelos, as esperanças, as noites de sono e a dignidade.
Você vai descer do pedestal, vai engolir e digerir o orgulho e vai se importar, se humilhar e se arrasar.
Um dia, você vai se desiludir com o amor. Vai trocar as borboletas no estômago por marimbondos vorazes...vai tremer de angústia e vai ser a pessoa mais sofrida do mundo.
Sim, o amor é capaz de fazer isso com a gente. Só ele vai fazer você sentir a maior dor que já sentiu. E se engana quem pensa que esta dor não é física. Quem já passou por isso, sabe como é intenso ter um coração despedaçado, partido e pisado. E pode acreditar, isso não acontece uma única vez.
A gente aprende? Não. A gente faz tudo igual, trilha o mesmo caminho, levanta, cai, levanta e cai.
Dizem que somente o tempo cura estas feridas. Infelizmente, ele não apaga as cicatrizes - estas, a gente leva pra sempre.

Pra que um coração seja completo, ele deve ser "partido" várias vezes. Deve ter amado, se entregado, se machucado e se regenerado. É inevitável. O único jeito de (re) recomeçar é deixar o coração leve, preparado para outra.
A vida e o amor são feitos de tentativas. Cabe a nós a decisão de aproveitá-las ou deixar que as lembranças  ruins (e cicatrizes) do passado, permaneçam no presente. São elas que nos limitam a felicidade e que nos podam por medo.
E nós, somente nós, somos donos de nossas amarras e da maturidade para soltá-las.

Beijos,

Lu
A imagem utilizada no post não é de minha autoria e não encontrei qualquer referência sobre os autores.

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